Delegação quer estreitar relações especialmente no setor de petróleo e gás

M-Saude-Lavanderia

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, ontem, a visita de uma delegação gaúcha, com 41 empresários, representando cerca de 20 empresas de diversos segmentos, membros do governo estadual e da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O que principalmente despertou interesse do grupo foi a grandiosidade de Suape e o número de obras em andamento. A visita abre possibilidade de atração de mais investimentos para Pernambuco e sela parcerias para troca de informações sobre o setor ainda incipiente nos dois estados: o de petróleo e gás.

À tarde, a delegação gaúcha participou de uma rodada de negócios com empresários pernambucanos. “Queremos estreitar parcerias e difundir informações entre governos e empresas e convencê-los de que é interessante abrir empresas em Pernambuco”, comentou o diretor do Fórum Suape Global, Silvio Leimig.

“Há espaço para todo mundo neste ciclo e este é o momento de explorar potenciais, antes que espaços sejam ocupados por estrangeiros”, comentou o diretor da Fiergs, Pedro Pezzi. A intenção dos dois estados não é a concorrência, mas uma relação de simbiose. “Assim como Pernambuco, estamos entrando no ciclo naval. Agora temos uma quantia de dinheiro nunca vista antes”, disse. A Fiergs representa 41 mil companhias no Rio Grande do Sul e a indústrias naval, off shore e de petróleo e gás estão concentrada em Pelotas, Rio Grande e São José do Norte.

Uma das empresas gaúchas que já investem em Pernambuco é a lavanderia industrial Renova, com sede em Jaboatão desde janeiro e atendendo grandes empresas como Petrobras e Braskem. Este ano, segundo o diretor Comercial da empresa, José Airton Venso, a expectativa é de que a unidade cresça 50% acima das primeiras projeções, inclusive por causa da transferência das atividades de Maceió para a filial pernambucana. E, segundo Venso, a Renova em Pernambuco deve ter crescimen­tos similares nos próximos cinco anos.

O diretor-presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Marcus Coester, falou sobre os desafios similares que terão que ser enfrentados, como educação, infraestrutura, inovação, segurança pública e custo de matéria-prima, como o aço. “Ainda não temos como competir com a indústria internacional, por fatores como custo e escala de produção”, disse.

Fonte: Folha de Pernambuco (PE)/TATIANA NOTARO

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